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torneio robotica osasco
Equipe Agrobot de Rondonópolis

Mais de 50 estudantes de Mato Grosso participam, de 13 a 15 de março, da etapa regional do Torneio Sesi de Robótica – FIRST Robotics Competition, realizada no Sesi Osasco. A competição reúne 51 equipes de quatro países e é classificatória para o campeonato mundial de robótica que será realizado em Houston, entre os dias 29 de abril e 2 de maio de 2026.

As equipes mato-grossenses são Agrotech, do Sesi Escola e Senai Várzea Grande; Agrobot, do Senai Rondonópolis; MTech, do Senai Cuiabá Distrito Industrial; Canintech, do Senai Várzea Grande; Tuiutech, do Senai Cuiabá Porto; e Luver Control, do Senai Lucas do Rio Verde.

Os times são formados por estudantes da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso que cursam o Novo Ensino Médio integrado à formação técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial em Mato Grosso. A única exceção é a equipe Agrotech, do Senai Várzea Grande, que conta com estudantes do ensino médio da Sesi Escola.

torneio robotica osasco
Equipe Agrotech de Várzea Grande

Ao todo, mais de 50 estudantes representam o estado na competição, que envolve ciência, tecnologia, inovação e trabalho em equipe. Formadas por alunos do ensino médio, as equipes projetaram e construíram robôs de porte industrial, com até 56 quilos, preparados para enfrentar desafios de alta complexidade dentro da arena.

A etapa regional de Osasco reúne jovens de diferentes estados do Brasil e de outros países em uma disputa que vai além da robótica. Durante o torneio, as equipes também são avaliadas por critérios como engenharia, impacto social, estratégia e cooperação. Além dos diversos prêmios concedidos na competição, as equipes melhor colocadas garantem vagas para o campeonato mundial da FIRST, considerado um dos maiores eventos educacionais de robótica do mundo.

Agrobot

Veterana nas competições, a equipe Agrobot, de Rondonópolis, já representou Mato Grosso e o Brasil no campeonato mundial de robótica em Houston, em 2023. As estudantes Maria Eduarda Silva Landim e Francisca Jamilly Ferreira da Cruz, integrantes do time, destacam a expectativa para a nova participação nos torneios nacionais.

torneio robotica osasco
Equipe Tuiutech de Cuiabá Porto

“A expectativa está muito alta. A gente vem se preparando há bastante tempo e espera voltar para casa com um bom resultado. Claro que sonhamos com o primeiro lugar, mas o mais importante é mostrar todo o trabalho e esforço que tivemos ao longo da temporada. Antes mesmo do lançamento do desafio, já estávamos organizando o marketing da equipe, desenvolvendo a base do robô e realizando projetos sociais para chegar bem-preparados e dar o nosso melhor na competição”, afirmam.

Agrotech

torneio robotica osasco
Equipe Canintech de Sinop

Inspirada no agronegócio, a Agrotech, do Sesi Escola e Senai VG, aposta no robô SAFRA V para colher novos resultados. Após conquistar o terceiro lugar em 2025, a equipe chega com mais maturidade técnica e foco estratégico.

Animado com a competição, Guilherme Chaves, fala sobre a expectativa para as disputas. “Estamos confiantes. Participamos da Week 1 e 2 e fizemos várias melhorias no robô para lançar mais assertivamente. Os pilotos estão treinando bastante para um bom resultado”

Tuiutech

O tuiuiú do Pantanal Mato-grossense está em São Paulo sendo representado pela Tuiutech, do Senai Porto. A equipe formada por jovens alunos da Seduc, Sesi Escola Cuiabá e Senai aposta em sua experiência em outras competições para garantir o troféu e, quem sabe, a tão sonhada vaga para o Mundial, que ocorre em Houston, nos Estados Unidos, em abril.

torneio robotica osasco
Equipe MTech de Cuiabá Distrito Industrial

Ansioso pelas partidas qualificatórias, João Gustavo conta que treinou todas as noites antes da competição para fazer bonito na arena e marcar o máximo de pontos possíveis. “A adrenalina está ativada para eletrizarmos na arena e superar as equipes adversárias”, conta.

Canintech

Criada em 2023, a Canintech do Senai Sinop leva para SP a experiência do mundial de robótica em 2024 e dos desafios enfrentados nos regionais de 2025. Atenta as estratégias dos times, o grupo aproveita o tempo livre no hotel para reuniões de alinhamento. Luiz Gabriel Bevilacqua entende que o resultado na arena depende de um robô ágil e de uma boa aliança.

torneio robotica osasco
Equipe Luver Control de Lucas do Rio Verde

“No hotel a gente vê as melhores estratégias comparando nosso robô com os que vimos nos eventos anteriores. A ideia é fazer aliança com equipes que tenham robôs com funções diferentes da nossa para assim somarmos os esforções nas disputas”, pontua.

Luver Control

Nascida em 2024, a Luver Control, do Senai Lucas do Rio Verde, está em busca do seu primeiro pódio nacional. Segundo Emanuelly de Lima, o time desenvolveu um robô pronto para o desafio e apto para ser reconhecido. “Estou com pensamento positivo para este regional. Trabalhamos muito bem no robô e o objetivo é a classificação para o mundial, é claro, e um prêmio em reconhecimento ao desempenho do robô que está incrível neste ano”, afirma.

torneio robotica osasco
Torneio regional FRC em Osasco, São Paulo

MTech

As capivaras do Senai Distrito Industrial vão invadir as arenas do regional. Representadas pela equipe veterana MTech, os alunos do estão animados pela experiência que promete enriquecimento educacional aos participantes. Nicolly Nóbrega Marques conta que o time se preparou meses antes para este momento. A equipe é formada por estudantes do Sesi Escola Cuiabá, Seduc e Senai Distrito.

“Fizemos um bom trabalho com o robô, então vamos ter um bom desempenho. Estamos de olho nos prêmios de impacto social, espírito de equipe e equipe em ascensão”.

Texto: Amanda Simeone e Fernanda Nazário

visitas norte senai mt

Uma série de visitas técnicas realizadas pelo Instituto Senai de Tecnologia (IST) a indústrias do Norte do estado reforçou a agenda de aproximação com o setor produtivo e a ampliação de soluções voltadas à produtividade, inovação e eficiência energética nas empresas.

No Regional Médio Norte, a equipe esteve na Emal – Unidade Açúcar para conhecer de perto os processos da planta industrial e compreender desafios operacionais, especialmente na etapa de expedição.

De acordo com o gerente do IST, Robson Geriminiano, a agenda teve como objetivo avaliar a viabilidade de um projeto de melhoria contínua voltado à otimização do fluxo de saída dos produtos, redução de desperdícios e aumento da eficiência operacional da unidade.

visitas norte senai mt

Em Sinop, a equipe visitou à Madeireira Fevian, empresa do presidente do Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte de MT (Sindusmad), Felipe Antoniolli. No encontro, avançou-se na formalização do primeiro contrato de 2026 do Programa Brasil Mais Produtivo com uma empresa associada ao sindicato.

A parceria prevê a implementação do programa, além de ações de eficiência energética e desenvolvimento de layout do processo produtivo, apoiando a empresa na implantação de uma nova planta de beneficiamento de madeira.

visitas norte senai mt

Ainda em Sinop, também participaram de reunião no Sindusmad para alinhar a construção de uma proposta conjunta a ser apresentada ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com o objetivo de incluir indústrias do setor de base florestal no programa Sebraetec.

A iniciativa permite que empresas tenham acesso a serviços tecnológicos e de inovação com subsídios, ampliando investimentos em produtividade e melhoria de processos.

Encerrando a agenda na região, a equipe realizou visita técnica à Secato Móveis Planejados, marcenaria atendida pelo Brasil Mais Produtivo.

O trabalho, focado em manufatura enxuta e melhoria do processo produtivo, apresentou resultados positivos e foi bem avaliado pela empresa, que manifestou interesse em ampliar os atendimentos, incluindo ações de eficiência energética e novos projetos por meio do Sebraetec.

Texto: Felipe Leonel

industria4.0 robotica

Ao todo, 74 estudantes do ensino médio da rede pública estadual de Mato Grosso, de oito municípios, que integram nove equipes de robótica, embarcam nos próximos dias para São Paulo para participar de dois importantes torneios nacionais da modalidade, que podem garantir vagas para o campeonato mundial de robótica, realizado em Houston, nos Estados Unidos.

Os estudantes são de 32 escolas da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) dos municípios de Cuiabá, Rondonópolis, Cáceres, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sinop, Alta Floresta e Várzea Grande e cursam o Ensino Médio integrado à formação técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai MT).

Todas as equipes competem na modalidade FIRST® Robotics Competition (FRC), categoria em que os estudantes desenvolvem e operam robôs de porte industrial, enfrentando desafios que exigem precisão, estratégia, raciocínio rápido e trabalho em equipe.

Das equipes participantes, quatro disputam o Festival Nacional Sesi de Robótica, uma das maiores competições estudantis de tecnologia do país. As outras cinco equipes participam de uma etapa regional realizada no Sesi, em Osasco (SP), também classificatória para competições internacionais.

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Nos dois torneios, os melhores colocados garantem vagas para o campeonato mundial de robótica nos Estados Unidos, que acontece em abril e reúne equipes de diversos países em uma das maiores competições de tecnologia educacional do mundo.

Carreiras industriais

A iniciativa também está alinhada aos itinerários formativos voltados às áreas tecnológicas e industriais, preparando os jovens para as transformações da Indústria 4.0.

Os estudantes cursam formações técnicas integradas ao Ensino Médio em áreas como Automação Industrial, Mecatrônica, Mecânica, Operador de Robôs e Sistemas Especiais, Eletrônica, Logística, Desenvolvimento de Sistemas, Informática, Edificações, Segurança do Trabalho e Eletromecânica.

Nesse contexto, a robótica se consolida como uma porta de entrada para carreiras ligadas à tecnologia e para as profissões que vão impulsionar a indústria do futuro, como destaca a gerente executiva de Educação Profissional e Superior do Senai Mato Grosso, Jocely Nogueira.

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“A robótica conecta os estudantes às tecnologias que já fazem parte da realidade da indústria. Ao participar de competições, os jovens desenvolvem competências técnicas e habilidades consideradas essenciais para o mercado de trabalho, como trabalho em equipe, pensamento crítico e resolução de problemas, fundamentais para contribuir com o desenvolvimento da indústria”, afirma Jocely.

Para a secretária adjunta de Gestão Educacional de Mato Grosso, Jéssyca Kelly Castro Campos, a participação dos estudantes da rede estadual em equipes e competições de robótica representa uma importante oportunidade de aprendizagem e desenvolvimento de competências essenciais para o futuro.

“A participação dos estudantes da rede estadual em equipes e competições de robótica contribui para uma formação mais completa, ao integrar conhecimentos científicos e tecnológicos com habilidades socioemocionais. Essas experiências estimulam o protagonismo dos jovens, o trabalho em equipe, a pesquisa e a capacidade de enfrentar desafios, competências fundamentais para a trajetória acadêmica e para o futuro profissional”, destaca.

Histórico de Mato Grosso no mundial de robótica

O desempenho das equipes mato-grossenses nas competições nacionais já levou o estado ao cenário internacional. Nos últimos anos, três equipes do Senai Mato Grosso representaram o Brasil no campeonato mundial de robótica, realizado em Houston.

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Em 2023, a equipe Agrobot, de Rondonópolis, conquistou a vaga e levou o nome do estado para a competição internacional. No ano seguinte, em 2024, foi a vez da equipe Canintech, de Sinop, representar o país. Já em 2025, a equipe Mutum-X, de Nova Mutum, garantiu presença no mundial, reforçando a consistência e o crescimento do programa de robótica no estado.

Conheça as equipes

Agrobot — Rondonópolis

Agrotech — Várzea Grande

Canintech — Sinop

Forest Guardians — Alta Floresta

Luver Control — Lucas do Rio Verde

MTech — Cuiabá (Distrito Industrial)

Mutum-X — Nova Mutum

Pantanalbots — Cáceres

Tuiutech — Cuiabá (Porto)

Texto: Amanda Simeone

nurimat unisenai mt

O UniSenai MT, Centro Universitário do Senai Mato Grosso, sediou nesta terça-feira (10.03) uma reunião do Núcleo de Relações Internacionais de Mato Grosso (NURIMAT) que avançou em encaminhamentos para a construção de parcerias acadêmicas e tecnológicas com a Universidade de Wyoming, dos Estados Unidos.

O encontro reuniu representantes de instituições de ensino, governo e entidades do Sistema Indústria com o objetivo de estruturar possibilidades concretas de cooperação internacional, voltadas ao desenvolvimento de pesquisa aplicada, formação acadêmica e projetos de inovação alinhados aos desafios produtivos e ambientais de Mato Grosso.

Entre os encaminhamentos definidos está o estabelecimento de contato institucional formal com a universidade norte-americana para a elaboração de uma proposta inicial de cooperação. Também será realizada a definição de linhas prioritárias de atuação conjunta, envolvendo pesquisa aplicada, intercâmbio acadêmico, formação profissional e cooperação tecnológica.

nurimat unisenai mt

Outro ponto discutido foi a organização de uma missão técnica internacional à Universidade de Wyoming, prevista para acontecer até agosto deste ano. A visita deve permitir que representantes das instituições mato-grossenses conheçam de perto programas acadêmicos, projetos de pesquisa e modelos de interação entre universidade, setor produtivo e governo desenvolvidos pela instituição.

A pró-reitora do UniSenai MT, Ana Cristina Caldart, destacou que a articulação entre instituições amplia a capacidade de desenvolver soluções concretas.

“Essa reunião tem um significado muito importante para nós. Quando colocamos na mesma mesa universidade, governo e instituições de educação profissional, ampliamos nossa capacidade de pensar soluções reais para o desenvolvimento do nosso território. A aproximação com a Universidade de Wyoming nos mostra que, mesmo em realidades geográficas diferentes, compartilhamos desafios semelhantes, especialmente quando falamos de gestão de recursos naturais, produção e sustentabilidade.”

Durante a reunião, a professora Margaret McElligott apresentou um panorama do estado de Wyoming e da atuação da universidade no desenvolvimento regional. Com cerca de 11 mil estudantes, a instituição possui forte atuação em tecnologia e pesquisa aplicada e desempenha papel estratégico na articulação entre universidades, empresas e poder público para enfrentar desafios econômicos e ambientais.

nurimat unisenai mt

Entre os temas apontados como potenciais para cooperação estão produção agropecuária e pecuária, mineração, monitoramento e previsão de riscos naturais, gestão de parques e áreas ambientais, ecologia aplicada, turismo sustentável, energias renováveis e uso racional de recursos energéticos.

Ana Cristina Caldart apontou que a construção dessa agenda internacional fortalece oportunidades de inovação e qualificação profissional.

“Esse diálogo abre portas para cooperação acadêmica, pesquisa aplicada e formação de profissionais preparados para os desafios contemporâneos. Mais do que uma agenda internacional, estamos construindo pontes de conhecimento que podem gerar impacto concreto para Mato Grosso.”

A reunião contou com a participação de Rita Chiletto, coordenadora da Unidade de Assuntos Internacionais da Casa Civil de Mato Grosso; Margaret McElligott, diretora adjunta de Mobilidade Acadêmica Internacional da Universidade de Wyoming; Jocely Nogueira, gerente executiva de Educação Profissional e Superior do Senai MT; Ana Cristina Caldart, pró-reitora do UniSenai MT; José Cláudio Perecin, diretor acadêmico do UniSenai MT; e Márcia Helena Scabora, coordenadora de pós-graduação do UniSenai MT, que contribuíram para o diálogo sobre oportunidades de cooperação acadêmica, científica e tecnológica entre instituições de Mato Grosso e a universidade norte-americana.

Texto: Amanda Simeone

Segurança do Trabalho
Crescimento da indústria em MT impulsiona vagas para
técnicos em Segurança do Trabalho

O número de empresas em Mato Grosso tem crescido ano após ano e, com isso, aumenta a necessidade de técnicos em Segurança do Trabalho. De acordo com o Observatório Mato Grosso, somente a indústria registrou crescimento de 40% na última década, passando de 11,5 mil empresas, em 2014, para 16,5 mil, em 2024.

Dados do Relatório Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), analisados pelo Observatório MT, apontam que o número de grandes indústrias aumentou 14,8% no período, chegando a 256 empresas de grande porte no estado.

Já o número de médias indústrias cresceu 21,2%, alcançando 274 estabelecimentos, enquanto as pequenas aumentaram 14,6%, totalizando 2.512. As microempresas, que são a maioria das indústrias no estado, registraram crescimento de 52,4%, chegando a 13.546 indústrias em atuação.

Esse cenário reflete diretamente na necessidade de técnicos em Segurança do Trabalho, área na qual o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de MT (Senai MT) forma profissionais de referência. O instrutor do Senai MT, Tiego Santana, explica que empresas de todos os segmentos demandam esses profissionais.

“As oportunidades são diversas. Ele pode trabalhar em todos os ramos da economia”, afirma o instrutor. Segundo ele, a Norma Regulamentadora (NR) 4 define a quantidade de técnicos em segurança do trabalho que cada empresa deve ter, considerando o número de trabalhadores e o grau de risco da atividade.

No curso técnico de Segurança do Trabalho, os alunos aprendem normas regulamentadoras, legislações trabalhistas e ambientais, primeiros socorros, combate a incêndios e técnicas de prevenção e correção de comportamentos de risco no ambiente de trabalho.

“No Senai, abordamos teoria e prática em sala de aula e vamos com frequência aos canteiros de obra, para que os alunos tenham essa vivência teórico-prática do que será a atividade no dia a dia. E, realmente, o mercado está muito grande e carente de bons profissionais”, avalia o instrutor.

Ainda segundo o instrutor, a remuneração também é atrativa. No início da carreira, o salário de um técnico em Segurança do Trabalho costuma variar entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, podendo chegar a R$ 7 mil e R$ 10 mil para profissionais com mais experiência ao final da carreira.

A gerente de Educação Profissional e Superior do Senai MT, Jocely Nogueira, explica que a instituição trabalha em sinergia com a indústria, o que amplia as chances de empregabilidade dos alunos ainda durante o curso, por meio de estágios e oportunidades no mercado de trabalho.

“Trabalhamos em constante alinhamento com a indústria para formar profissionais preparados para atuar desde o primeiro dia. O curso é estruturado justamente para atender essa necessidade crescente das empresas por especialistas capazes de promover ambientes mais seguros e produtivos”, afirma.

Texto: Felipe Leonel

Indústria
Programa B+P oferece consultorias gratuítas para micro
e pequenas indústrias
Foto: Banco de Imagem Istock

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Mato Grosso (Senai MT) realiza, na próxima quarta-feira (18.03), uma reunião em Tangará da Serra para apresentar o programa Brasil Mais Produtivo (B+P) a empresários da região.

O evento será realizado no auditório da Faculdade Anhanguera, na Av. Virgílio Favetti, nº 1.200, no bairro Vila Alta. A programação começa às 19 horas.

O B+P é um programa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), executado pelo Senai, e visa aumentar a produtividade por meio da redução de custos e desperdícios, além da utilização de técnicas práticas de engenharia e da aplicação da metodologia de manufatura enxuta.

O programa é exclusivo para micro e pequenas indústrias, desde que tenham ao menos cinco funcionários registrados, e é 100% gratuito, assim como as ferramentas disponibilizadas aos industriários e o trabalho dos consultores do programa, que irão elaborar um diagnóstico e sugerir melhorias.

Na ocasião, o programa será apresentado pelo gerente do Senai de Barra do Bugres, Marcelo Costa. “As micro e pequenas empresas são muito carentes de tecnologia, mão de obra e inovação. Nesse projeto, vamos disponibilizar consultores a custo zero”, explica Marcelo.

Também será apresentado o SebraeTec, um programa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) voltado à modernização de processos, redução de custos, digitalização de negócios e aumento das vendas e da produção.

O gerente do Instituto Senai de Tecnologia, Robson Geriminiano, explica que as vagas para o programa B+P foram ampliadas neste ano, quando estão previstas 250 vagas. No primeiro ano, em 2024, foram ofertadas 174 vagas, enquanto, em 2025, 175 micro e pequenos empresários participaram.

Geriminiano reforça que, para aderir ao programa, a indústria precisa estar enquadrada como micro ou pequena empresa e ter ao menos cinco funcionários registrados.

“Tendo isso, pode aderir ao programa sem nenhum custo. A empresa apenas precisa disponibilizar seu tempo para acompanhar nossos profissionais e colaborar no desenvolvimento e na execução dessas melhorias”, concluiu.

Texto: Felipe Leonel

competidora worldskills
Myllena Vitória, medalhista de ouro na seletiva nacional,
representa o Brasil na WorldSkills na China
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Em um cenário de constante transformação tecnológica e aumento da competitividade, a indústria também passa por mudanças importantes, com a presença feminina contribuindo para um mercado cada vez mais diverso e inovador. Nesse contexto, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Mato Grosso (Senai MT) acompanha esse movimento e amplia a participação de mulheres na formação profissional.

Em 2025, a instituição registrou 6.246 alunas matriculadas em cursos técnicos e 31.954 matrículas de mulheres em cursos de aperfeiçoamento profissional, qualificação profissional, habilitação técnica e ensino superior. Já em 2026, as mulheres representam 9.918 matrículas, sendo 4.871 alunas nos cursos técnicos.

No ensino superior, o protagonismo feminino também se destaca. No UniSenai MT, Centro Universitário Senai Mato Grosso, as mulheres correspondem a 59,1% das matrículas na graduação e representam 60% das concluintes. Os números evidenciam o compromisso da instituição com a ampliação de oportunidades e com a formação de profissionais qualificadas para os desafios da indústria.

Histórias que inspiram

eloisa ex aluna senai
Eloísa foi aprovada recentemente na UFMT

A trajetória de Eloisa de Lara Barros é um exemplo desse movimento. Ex-aluna do ensino médio da rede estadual e do Senai de Lucas do Rio Verde, onde cursou eletromecânica, ela afirma que a formação foi fundamental para sua trajetória profissional. Recentemente, a estudante foi aprovada em Engenharia de Controle e Automação na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

“O Senai, além de me proporcionar experiências incríveis com pessoas e projetos, me trouxe conhecimento teórico e prático, já que o curso abrange diversas áreas. Esse aprendizado foi fundamental para me tornar quem sou hoje e para escolher a carreira que quero seguir”, afirma.

Outra história é a de Daniele Ferreira, de 19 anos, que estudou Mecatrônica no Senai de Várzea Grande ao lado da irmã gêmea, Débora Ferreira. A experiência na formação técnica foi decisiva para a escolha da carreira.

“Hoje curso Engenharia Elétrica por conta da experiência que vivi no Senai com a mecatrônica. Esse curso mudou totalmente o rumo da minha vida. Com essa vivência, percebi que nós, mulheres, somos plenamente capazes de atuar na área tecnológica e desenvolver projetos que impactam pessoas. Recomendo muito que outras mulheres busquem esse caminho, pois o mercado precisa de profissionais dedicadas, curiosas e comprometidas”, conta Daniele.

daniele
Débora durante competição pelo Senai Mato Grosso

As irmãs também participaram da seletiva nacional da WorldSkills, em São Paulo, na modalidade #04 Mecatrônica, enfrentando desafios técnicos e ampliando o contato com profissionais da área.

Para Débora Ferreira, a formação no Senai também foi determinante para fortalecer sua confiança na área tecnológica.“Hoje curso Engenharia Elétrica por conta da experiência que vivi no Senai com a mecatrônica. Aprendi a programar CLPs, fazer instalações eletropneumáticas e montar estações mecatrônicas”, relata.

Segundo ela, o aprendizado contribuiu para superar barreiras e ampliar perspectivas profissionais. “Percebi que nós, mulheres, somos plenamente capazes de atuar nesse setor. Com a mecatrônica, perdi o medo e descobri que, com dedicação, posso realizar tudo aquilo que muitos ainda dizem que mulheres não são capazes de fazer”, afirma.

Parceria que amplia oportunidades

débora competindo
Daniele durante a competição pelo Senai Mato Grosso

A ampliação da presença feminina no Senai Mato Grosso também está relacionada à parceria com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), na oferta do ensino médio integrado à formação técnica. As três estudantes citadas na matéria ingressaram na instituição por meio dessa iniciativa, que amplia o acesso de alunas da rede estadual à educação profissional e tecnológica.

Somente em 2025, o curso técnico de Mecatrônica foi um dos que registrou maior presença feminina, com mais de 600 estudantes matriculadas. A integração entre ensino médio e formação técnica permite que jovens tenham contato com áreas tecnológicas e industriais ainda durante a formação escolar.

danielly
Danielly Rodrigues, de Aripuanã

Para a gerente de Educação Profissional e Superior do Senai MT, Jocely Nogueira, o avanço da participação feminina na formação profissional reflete um movimento de transformação no setor industrial.

“Cada vez mais mulheres estão buscando a educação profissional e tecnológica e ocupando espaços que, historicamente, foram dominados por homens. No Senai, trabalhamos para oferecer uma formação de qualidade, conectada às demandas da indústria, para que essas estudantes desenvolvam competências técnicas e se sintam preparadas para construir suas trajetórias profissionais”, afirma.

Participação feminina na indústria

Dados do Observatório de Mato Grosso do Sistema Fiemt, com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), mostram que a participação feminina na indústria varia conforme a faixa etária dos trabalhadores.

daniele e debora
Daniele e Débora competindo na seletiva nacional da
WorldSkills na modalidade mecatrônica

A maior presença proporcional de mulheres aparece entre trabalhadores de até 17 anos, onde elas representam 42,3% dos empregados do setor.

Nas demais faixas etárias, a participação feminina varia entre 26,3% entre 18 e 24 anos e cerca de 23% entre 25 e 39 anos, reduzindo para 21,9% entre 40 e 49 anos, 17,4% entre 50 e 59 anos e 10,6% entre trabalhadores com 60 anos ou mais.

É o caso da Danielly Rodrigues, de 24 anos, ex-aluna de Manutenção de Máquinas no Senai em Aripuanã e hoje profissional na indústria Nexa.

“A carreira de eletricista industrial exige muita responsabilidade e não permite erros. Por isso sou grata ao Senai por ter me dado as ferramentas e o conhecimento técnico necessários para enfrentar os desafios da indústria com confiança. Muitas vezes ouvimos que era um ‘trabalho de homem’, mas mostramos todos os dias que mulheres também entendem de elétrica e podem ocupar esses espaços, transformando o cenário da manutenção industrial e quebrando padrões”, reforça.

Texto: Agda Ribeiro e Amanda Simeone

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Pantanalbots à caminho da arena

Os robôs de grande porte da modalidade FIRST Robotics Competition (FRC) movimentaram a arena do Festival Nacional Sesi de Robótica neste sábado (07.03), no Pavilhão da Bienal, em São Paulo. As equipes do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Mato Grosso (Senai MT) entraram em campo para disputar as partidas qualificatórias, etapa que define o ranking do torneio e garante vantagem estratégica na fase eliminatória da competição.

Na FRC, cada confronto reúne duas alianças (azul e vermelha) formadas por três equipes, que competem simultaneamente na arena com robôs que podem ultrapassar 1,5 metro de altura e pesar até 56 quilos. O objetivo é somar pontos de ranking, conquistados nas partidas na rena. Ao final das qualificatórias, os oito primeiros colocados assumem o posto de capitães e escolhem seus aliados para disputar os playoffs, ou seja, a fase mata-mata, que incluem quartas de final, semifinais e a grande final.

Para as equipes de Mato Grosso Agrotech (Várzea Grande), Mutum-X (Nova Mutum), Forest Guardians (Alta Floresta) e Pantanalbots (Cáceres) cada rodada é marcada por emoção, ajustes técnicos e muita estratégia. Os times são formados por estudantes da Secretaria de Estado de Educação (Seduc MT) e do Sesi Escola, que cursam o Novo Ensino Médio integrado à formação técnica do Senai MT.

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Equipe Agrotech

Integrante do time Mutum-X, de Nova Mutum, o estudante Wagner Lorenzato contou que o desempenho da equipe evoluiu ao longo do dia. “Foi a quarta partida do dia. Nas duas primeiras não conseguimos ganhar, mas desempenhamos bem. Depois do almoço conseguimos duas vitórias e a última foi a nossa maior pontuação até agora. Ainda temos mais cinco partidas pela frente, então estamos confiantes”, afirmou.

Segundo ele, as qualificatórias seguem até a manhã de domingo (08.03), quando será definido o ranking final que orienta a formação das alianças para o mata-mata.

O time Agrotech, de Várzea Grande, também enfrentou obstáculos nas primeiras rodadas, mas conseguiu reagir ao longo da competição. O estudante Ruben Inocencio avalia que a equipe vem evoluindo a cada confronto. “No começo enfrentamos algumas dificuldades, mas com muito esforço conseguimos superar os desafios. Nosso autônomo está cada vez mais perto da perfeição”, disse.

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Florest Guardians na narea

Já o time Forest Guardians, de Alta Floresta, precisou lidar com imprevistos técnicos nas primeiras disputas. Mesmo assim, a equipe conseguiu recuperar o desempenho ao longo do dia. “Teve um incidente em que uma bola caiu no disjuntor e desligou o robô, mas já ajustamos para não acontecer novamente. Agora é manter o foco e buscar as próximas vitórias”, contou a estudante Eduardo Rosário.

Comitiva de Mato Grosso

Os times integram uma comitiva de oito equipes de robótica do Sesi MT e do Senai MT que participam do Festival Nacional Sesi de Robótica, realizado no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera.

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Mutum-X na arena

As equipes competem nas modalidades First LEGO League Challenge (FLL), First Tech Challenge (FTC), FIRST Robotics Competition (FRC) e Steam Racing. Ao todo, 82 alunos representam Mato Grosso no evento, que reúne mais de 2 mil estudantes de todo o país.

Além da experiência educacional e do intercâmbio entre equipes, os competidores também disputam vagas para torneios internacionais, entre eles o FIRST Championship, realizado em Houston, nos Estados Unidos, entre os dias 29 de abril e 2 de maio.

Texto: Fernanda Nazário

reunião conselho senai fev 2026

O Conselho Regional do Senai Mato Grosso realizou, nesta sexta-feira (06.03), a 2ª Reunião Ordinária de 2026, na sede do Sistema Fiemt, em Cuiabá. Durante o encontro, foi oficializada a posse de Fernanda Campos na direção regional do Senai Mato Grosso, além da apresentação do Relatório de Atividades do Senai referente ao ano de 2025.

A posse marca um novo momento na gestão da instituição, responsável pela formação profissional e pelo desenvolvimento de soluções educacionais voltadas às demandas da indústria mato-grossense.

Entre os principais pontos discutidos durante a reunião estiveram ainda a apresentação do balanço orçamentário referente a janeiro de 2026 e do Relatório de Gestão e prestação de contas do exercício de 2025, que reúne resultados, projetos e ações desenvolvidas pela instituição ao longo do último ano para o Tribunal de Contas da União (TCU).

Durante o encontro, os conselheiros também avaliaram e aprovaram novos cursos de aprendizagem técnica e cursos técnicos em áreas estratégicas para a indústria, com previsão de oferta em unidades do Senai em municípios como Aripuanã, Cáceres, Querência, Várzea Grande e Rondonópolis.

reunião conselho senai fev 2026

Entre as formações aprovadas estão cursos nas áreas de Administração, Eletromecânica, Mineração, Açúcar e Álcool, Manutenção de Máquinas Pesadas, Manutenção Automotiva e Logística, alinhados às demandas do setor produtivo e às necessidades de qualificação profissional nas regiões atendidas pelo Senai.

Nos assuntos gerais, foram apresentados temas relacionados às ações educacionais da instituição, como a formatura da primeira turma de engenharia do UniSenai, o início da primeira turma do Projeto Construction, além de atualizações sobre as turmas do Ensino Médio.

A reunião foi conduzida pelo presidente do Sistema Fiemt, Silvio Rangel, e pelo diretor regional do Senai MT, Carlos Braguini, além dos conselheiros Sergio Antunes, Elias Pedrozo, Rodrigo Guerra, Manoel de Souza, Gerson Antonio Delgado, Claudio Cleber Ottaiano e Liliane Silva Pena.

Também estiveram presentes Deusa Carvalho, gerente de Desenvolvimento Corporativo, Evaldo Rosa, gerente executivo do CSC, Carlos Cesar Cunha, gerente administrativo e financeiro, Marcos Ribeiro, gerente de Educação Profissional, Valvite Junior, gerente de Novos Negócios, e Camila Miles, secretária do Conselho Regional do Senai MT.

O Senai integra o Sistema Fiemt e atua na formação profissional e no desenvolvimento de soluções tecnológicas para a indústria em Mato Grosso, oferecendo cursos de qualificação, aperfeiçoamento e educação técnica, além de serviços de inovação e consultorias voltadas ao aumento da competitividade do setor industrial.

Texto e fotos: Amanda Simeone

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Os times iniciaram as rodadas testes durante o segundo
dia de Festival



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Os dois primeiros dias dos times de Mato Grosso que disputam a categoria FIRST Robotics Competition (FRC) no Festival Nacional Sesi de Robótica foram eletrizantes. Após montarem os pits, a sexta-feira (06.03) foi marcada pela pesagem dos robôs de porte industrial, ajustes técnicos, inspeções e rodadas de teste na arena.

Passaram pela inspeção minuciosa dos juízes e estão aptos para competiram as partidas qualificatórios, ou seja, os rounds oficiais, os times Agrotech (Várzea Grande), Mutum-X (Nova Mutum), Forest Guardians (Alta Floresta) e Pantanalbots (Cáceres). Os times são formados por estudantes da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e do Serviço Social da Indústria (Sesi MT), que cursam o Novo Ensino Médio integrado à formação técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai MT). O time Agrotech é misto e conta com alunos do Sesi Escola Várzea Grande.

Eduarda Rosário, integrante da Forest Guardians, destacou a emoção de participar do evento. “Hoje a gente pesou o robô, ele passou pela inspeção e já recebeu o selo de aprovação. Agora estamos fazendo testes na arena para verificar se aparece algum problema e ajustar os últimos detalhes. Está sendo uma experiência muito legal. Dá um nervosismo e uma ansiedade, mas é muito bacana participar”, afirma.

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O robô da Florestguardians passou pela inspeção e já
recebeu o selo de aprovação

No time Agrotech, o aluno Asaf Emanuel explicou que a equipe precisou realizar pequenos ajustes durante a inspeção técnica. “Tivemos que fazer algumas alterações no robô, mas nada que impactasse o funcionamento. Estamos trabalhando para resolver qualquer intercorrência antes das qualificatórias”, disse.

Já Aliana Martins, da equipe Mutum-X, explicou que o robô passou pela inspeção sem dificuldades e também foi testado na pista. “Nosso robô estava dentro das normas e foi aprovado na inspeção. Nos primeiros testes encontramos uma pequena inconsistência na programação, mas já conseguimos resolver. O robô está respondendo bem aos comandos e não temos preocupação no momento. A expectativa é que ele se desenvolva muito bem durante a competição”.

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Entre uma partida teste e outra, os juizes fizeram a
avaliação dos times analisando a apresentação das equipes
e seus projetos



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Para o estudante Pedro Lúcio, da equipe PantanalBots, o dia foi de muito aprendizado e realização. “Foi muito gratificante. Consegui entender como é uma partida real, treinar bastante e ajustar o robô para alcançar o máximo de desempenho. Também fizemos toda a inspeção, o check-in e os testes, e agora está tudo pronto para competir”, contou. Ele também destacou o clima do evento. “Ontem teve a festa da amizade e foi muito legal. O festival está sendo uma experiência muito agradável”, completou.

A cerimônia de abertura da FRC ocorre neste sábado (08.03), a partir das 08h30 (horário de Brasília), quando começam as partidas classificatórias e eliminatórias.

Sobre a FRC

A FIRST Robotics Competition (FRC) reúne jovens entre 14 e 18 anos do ensino médio e é considerada a categoria mais avançada do universo dos robotiquers. Nela, os times projetam e constroem robôs que podem atingir até 1,5 metro de altura e pesar entre 50 e 56 quilos.

O jogo da temporada 2026 se chama REBUILT™️, patrocinado pela Haas. O nome já antecipa o conceito central do desafio: “Rebuilt” significa reconstruído, e a temática gira em torno de reconstrução, reativação de sistemas, recuperação de estruturas e trabalho estratégico em ciclos contínuos.

Dentro desse cenário, as equipes interagem com estruturas e elementos específicos da arena, como HUB, TOWER e FUEL (itens de pontuação), além de áreas técnicas como BUMP, TRENCH e demais zonas delimitadas na arena de jogo, que orientam a dinâmica e as estratégias das partidas.

Comitiva de MT

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Mutum-X e Agrotech testaram seus robôs na Arena

Os times integram uma comitiva de oito equipes de robótica do Sesi-MT e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT) que participam do Festival Nacional Sesi de Robótica, no Pavilhão da Bienal, localizado no bairro Ibirapuera, em São Paulo.

As equipes competem nas modalidades First LEGO League Challenge (FLL), First Tech Challenge (FTC), FIRST Robotics Competition (FRC) e Steam Racing. Ao todo, 82 alunos integram a comitiva mato-grossense, que se junta a mais de 2 mil estudantes de todo o país.

Além da experiência educacional, os alunos disputam vagas para competições internacionais, entre elas o FIRST Championship, realizado em Houston, nos Estados Unidos, nos dias 29 e 30 de abril e 01 e 02 de maio.

Texto: Fernanda Nazário

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Forest Guardians, de Alta Floresta

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Os corredores do Pavilhão da Bienal, em São Paulo, foram tomados por gritos de torcida, adrenalina e diversão no primeiro dia do Festival Nacional Sesi de Robótica, nesta quinta-feira (05.03). Em clima de festa e superação, as equipes de Mato Grosso do Serviço Social da Indústria (Sesi MT) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai MT) estrearam com sucesso no evento.

Ao todo, oito equipes participam da competição. Os grupos deram play no evento com o check-in das equipes, reconhecimento, montagem e abertura dos pits, além de uma Festa da Amizade pra lá de especial. As atividades seguem até domingo (08.03), sob uma atmosfera energizante com a presença de mais de dois mil estudantes de escolas públicas e privadas de todo o país.

Na modalidade STEM Racing, a equipe Tucaré, do Sesi Escola Cuiabá, vivenciou a primeira prova dessa jornada intensa de quatro dias. Os juízes avaliaram o escrutínio do carro de miniatura de Fórmula 1, que consiste em uma inspeção técnica rigorosa realizada antes das corridas para verificar segurança e conformidade com o regulamento da disputa.

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Ao todo, oito equipes participam da competição

Além disso, a montagem do pit também esteve sob os olhos atentos dos avaliadores, que observaram o trabalho sincronizado da equipe na organização do espaço de 3x2 metros, projetado para comportar toda a estrutura em um tempo máximo de duas horas.

Para a integrante da equipe, Emanuele Pereira, a etapa foi concluída com tranquilidade. “Conseguimos montar toda a estrutura antes do tempo e apresentar o conceito do nosso estande, que destaca o Made by Tucaré, mostrando que todo o projeto foi construído por nós. Terminamos essa etapa com sentimento de felicidade e realização”, afirmou.

Aquecimento

Enquanto isso, as equipes Young Creators e Young Inventors, do Sesi Escola Várzea Grande, que disputam a modalidade First LEGO League Challenge (FLLC), também se divertiam durante a montagem de seus respectivos Pits, mas, neste caso, sem a avaliação criteriosa dos juízes, que avaliarão outras atribuições técnicas dos times somente a partir desta sexta-feira (06.03). Hoje, o dia foi de bastante aquecimento para essa galera, que participou das rodadas testes.

Para Ângelo Marquesi, da equipe Young Creators, o dia foi de integração e bons resultados. “É um dia mais tranquilo, que permite conhecer outras equipes. Fizemos uma rodada teste muito boa, com 510 pontos, e agora queremos aproveitar a Festa da Amizade para trocar experiências. O primeiro dia está sendo incrível”, destacou.

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Dumonters, do Sesi Escola Várzea Grande

Ainda no Pavilhão da Bienal estava a equipe Dumonters, do Sesi Escola Várzea Grande, que compete na modalidade First Tech Challenge (FTC) e iniciou a montagem do pit para as apresentações e disputas. A estudante Marina Kleim, de 16 anos, do 2º ano do Ensino Médio, conta que a expectativa é mostrar todo o trabalho desenvolvido pela equipe. “Hoje fizemos o credenciamento e começamos a montar nosso pit. A expectativa é grande para apresentar nossos patrocinadores e todas as ações que realizamos ao longo do ano”, disse.

Maior modalidade de robótica do mundo

O Festival recebe ainda competidores da maior
modalidade de robótica do mundo, a FIRST Robotics Competition (FRC). Representando Mato Grosso estão as equipes Agrotech (Várzea Grande), Mutum-X (Nova Mutum), Forest Guardians (Alta Floresta) e Pantanalbots (Cáceres), formadas por estudantes da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) que cursam o Novo Ensino Médio integrado à formação técnica do Senai MT. O time Agrotech é misto e conta com quatro alunos do Sesi Escola Várzea Grande.

No primeiro dia do evento, os jovens realizaram o reconhecimento do espaço e a organização dos pits, etapa conhecida como Load In. Para Edgar Damacena, de 16 anos, da equipe Forest Guardians, a experiência nacional é inédita e cheia de expectativas.

“É a nossa primeira vez aqui e a expectativa está a mil. Ainda estamos nos adaptando porque há muita coisa acontecendo, mas queremos que cada dia seja melhor que o outro”, contou o estudante do 2º ano do Ensino Médio.

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Mutum-X, de Nova Mutum

Neste ano, a equipe Mutum-X tenta repetir o feito de 2025, quando conquistou uma vaga para o Mundial de Robótica, em Houston, após boa performance no regional de São Paulo. Novato na equipe, Thiago Conceição está confiante no desempenho do time.

“O dia está bem corrido com a montagem e organização do espaço, principalmente para os novos integrantes. Trabalhamos muito no projeto e no robô, que está bem programado. Agora estamos fazendo apenas alguns ajustes. Estamos confiantes e prontos para aproveitar o festival”, afirmou.

Ao todo, 82 alunos integram a comitiva mato-grossense. Além da experiência educacional, as equipes disputam vagas para competições internacionais, entre elas o FIRST Championship, realizado em Houston, nos Estados Unidos, nos dias 29 e 30 de abril e 1º e 2 de maio.

Instituições de referência

A participação das equipes do Sesi e Senai no festival é resultado de um trabalho contínuo desenvolvido pelas instituições no estado. A robótica é integrada ao currículo escolar como ferramenta pedagógica para estimular raciocínio lógico, investigação científica, criatividade e habilidades socioemocionais, desde o ensino fundamental até o ensino técnico.

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Tucaré, do Sesi Escola Cuiabá

A proposta é formar estudantes alinhados às demandas do mercado de trabalho, cada vez mais orientado por tecnologias de automação, engenharia, programação e pelos conceitos da indústria 4.0.

“A robótica tem transformado a vida dos nossos alunos dentro e fora da sala de aula. Para chegar a uma competição como essa, existe muito estudo, desenvolvimento em ciências exatas, humanas e trabalho em equipe. É uma formação completa”, destacou o superintendente regional do Sesi MT, Alexandre Serafim.

Segundo ele, o investimento em educação tecnológica prepara os jovens para os desafios do futuro. “A robótica é uma ferramenta poderosa de educação e transformação. Ela ajuda a formar profissionais qualificados para a indústria, mas também cidadãos mais preparados para a sociedade. Por trás de cada robô existe pesquisa, dedicação e desenvolvimento de habilidades técnicas, cognitivas e socioemocionais. Por isso seguimos ampliando esse investimento em Mato Grosso”.

 

Texto: Fernanda Nazário

Formandos UniSenai
UniSenai MT oferece condições especiais com descontos
exclusivos para trabalhadores da indústria e seus dependentes

O curso superior ainda é um sonho para muitos mato-grossenses, estado onde 18,6% da população possui ensino superior completo, de acordo com dados do último Censo do IBGE divulgados em 2025 e analisados pelo Observatório de Mato Grosso da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt).

Esse sonho pode estar mais próximo com o Centro Universitário UniSenai MT. Além de ampliar horizontes, a formação também impacta na renda. Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), analisados pelo Observatório de MT, mostram médias salariais atrativas em setores estratégicos da indústria.

Trabalhadores das indústrias de etanol, por exemplo, possuem média salarial de R$ 4,5 mil. Já na fabricação de cervejas e chopes, a média é de cerca de R$ 4 mil, enquanto quem atua na fabricação de óleos vegetais refinados, o popular óleo de cozinha, tem média de R$ 4,4 mil.

Essa média pode ser ainda maior em alguns setores, como o de transmissão de energia, onde o rendimento médio é de R$ 11,4 mil.

Como ingressar no UniSenai

Para quem deseja ingressar no UniSenai, há quatro modalidades de acesso.

  • A primeira é o Processo Seletivo Online, 100% digital, permitindo que o candidato realize a prova de onde estiver, com praticidade e sem burocracia.
  • Outra possibilidade é utilizar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que pode garantir a vaga sem necessidade de novo processo seletivo.
  • Também é possível solicitar transferência de outra instituição de ensino superior, mantendo a trajetória acadêmica em um ambiente voltado à prática e à conexão com o setor produtivo.
  • Já quem possui diploma pode optar pela segunda graduação, ampliando competências e oportunidades de carreira.
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Centro Universitário UniSenai oferece cursos que atendem
demanda das indústrias de Mato Grosso

A pró-reitora acadêmica do UniSenai MT, Ana Cristina Caldart, destaca a alta empregabilidade dos egressos dos cursos da instituição. Cerca de 90% dos alunos conseguem se empregar em até um ano após a conclusão do curso, o que demonstra que o UniSenai está alinhado às necessidades das indústrias.

“Para o estudante, isso significa formação prática, tecnologia atualizada e alta empregabilidade. Para a indústria, significa parceria estratégica, desenvolvimento de talentos e apoio à competitividade. Estudar no UniSenai é escolher uma formação conectada com a realidade, com propósito e com o futuro”, afirma.

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Texto: Felipe Leonel

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Da criação às disputas, seja na mesa, pista ou arena os
estudantes é quem são os protagonistas

Em busca de vagas em competições internacionais, oito equipes do Serviço Social da Indústria (Sesi-MT) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT)participam do Festival Nacional Sesi de Robótica, que começa nesta quinta-feira (05.03), no Pavilhão da Bienal, localizado no bairro Ibirapuera, em São Paulo. O evento segue até domingo (08.03), reunindo mais de dois mil estudantes de escolas públicas e privadas do Brasil.

Totalizando 82 alunos, os times competem nas modalidades First LEGO League Challenge (FLL), First Tech Challenge (FTC), FIRST Robotics Competition (FRC) e Steam Racing. Dentro de cada categoria, os players são desafiados a criarem robôs de Lego, de porte semi-industrial, industrial, além de carro miniatura de Fórmula 1.

Da criação às disputas, seja na mesa, pista ou arena os estudantes é quem são os protagonistas. Eles participam de todas as etapas sendo responsáveis por criar as identidades para os times, desenvolver habilidades de trabalho em equipe e pensamento crítico, criar projetos sociais, de inovação e grito de garra. Iniciativas que preparam os jovens para o futuro no mercado de trabalho.

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A FRC conta com quatro times do Senai

Além da experiência educacional, as equipes disputam vagas para competições internacionais, entre elas o FIRST Championship, realizado em Houston, nos Estados Unidos, nos dias 29 e 30 de abril e 01 e 02 de maio.

Conheça os times

Na categoria FLL, participam do Festival os times Young Creators e Young Inventors, do Sesi Escola Várzea Grande. As equipes conquistaram as vagas após bom desempenho no Festival Regional de Robótica realizado pelo Sesi MT em novembro de 2025, em Cuiabá. Nesta categoria, os estudantes constroem robôs de Lego, além de desenvolver projetos de pesquisa e inovação.

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Em 2025, o time Mutum-X garantiu uma vaga para
o mundial de robótica e, ao lado das demais equipes,
busca uma passagem para Houston.

Compete na modalidade FTC a única equipe do estado, a Dumonters, do Sesi Escola VG. O time desenvolve e programa robôs de porte semi-industrial, com até 45 centímetros e 19 quilos, exigindo integração entre mecânica, eletrônica e programação.

A galera da Tucaré, do Sesi Escola Cuiabá, promete muita adrenalina na categoria Stem Racing (antiga F1 in Schools). Eles desenvolvem carros miniatura de Fórmula 1, aplicando conceitos de engenharia, aerodinâmica, marketing e gestão de projeto.

Neste ano, quatro equipes disputam na categoria FRC. Elas são compostas por alunos da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e do Sesi MT que cursam o Novo Ensino Médio integrado à formação técnica do Senai MT. São as equipes: Agrotech (Várzea Grande), Mutum-X (Nova Mutum), Forest Guardians (Alta Floresta) e Pantanalbots (Cáceres). Em 2025, o time Mutum-X garantiu uma vaga para o mundial de robótica e, ao lado das demais equipes, busca uma passagem para Houston.

A FRC é considerada a categoria mais avançada do universo robotiquers. Nesta modalidade as equipes projetam robôs de porte industrial, que podem atingir até 1,5 metro de altura e pesar entre 50 quilos e 56 quilos, preparados para disputas em arena.

Instituições de referência

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A participação das equipes do Sesi e Senai no festival é
resultado de um trabalho contínuo desenvolvido pelas
instituições no estado

A participação das equipes do Sesi e Senai no festival é resultado de um trabalho contínuo desenvolvido pelas instituições no estado. Elas atuam com a robótica integrada ao currículo escolar, utilizando a metodologia como ferramenta pedagógica para estimular raciocínio lógico, investigação científica, criatividade e habilidades socioemocionais do ensino fundamental, médio ao técnico. O objetivo é formação com foco nas demandas do mercado, que exige cada vez mais conceitos de automação, engenharia e programação na perspectiva da indústria 4.0.

Texto: Fernanda Nazário

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João Gabriel, Joab Rodrigues, Asaf Emanuel e Felipe
Pissato integram o time misto Agrotech


Alinhados aos conceitos da Indústria 4.0, como robótica, Internet das Coisas e computação em nuvem, quatro estudantes do Ensino Médio do Sesi Escola Várzea Grande estão prontos para representar Mato Grosso no Festival Nacional Sesi de Robótica, que ocorre nesta semana, em São Paulo. O evento deve reunir mais de dois mil estudantes de escolas públicas e privadas de todo o Brasil.

João Gabriel, Joab Rodrigues, Asaf Emanuel e Felipe Pissato integram o time misto Agrotech, que também reúne estudantes da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT). Os jovens cursam o Novo Ensino Médio integrado à formação técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai MT). Juntos, os players disputam na categoria FIRST Robotics Competition (FRC), considerada a maior modalidade de robôs do mundo.

Na FRC, as equipes projetam robôs de porte industrial, que podem atingir até 1,5 metro de altura e pesar entre 50 quilos e 56 quilos, preparados para disputas em arena. As máquinas dispõem de sistemas semiautônomos e programação avançada, capazes de executar tarefas complexas em arena, simulando desafios reais da indústria.

FRC: Conheça as equipes de MT que disputam o Festival Nacional com robôs de porte industrial

Para João Gabriel, de 16 anos, a entrada na equipe mista do Senai e Seduc foi movida pela curiosidade, e acabou se transformando em propósito. Mecânico na montagem do robô, ele conta que não conhecia o universo da FIRST até assistir a uma competição off-season, realizada pelo Serviço Social da Indústria (Sesi MT) pela primeira vez em 2024, em Cuiabá.

“Eu nem sabia o que era FIRST. Entrei por curiosidade e descobri que é muito mais do que competição. O que vale mesmo é como você ajudar as pessoas ao seu redor. A robótica ensina humildade e colaboração”, afirma.

Da LEGO à FRC

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Felipe Pissato Pérez, também com 16 anos, começou na
robótica ainda no Ensino Fundamental, com a FLL


Felipe Pissato Pérez, também com 16 anos, começou na robótica ainda no Ensino Fundamental, com a FIRST LEGO League (FLL). Hoje, na FRC, atua na mecânica com foco em projeto, utilizando ferramentas de CAD para desenhar e desenvolver as peças do robô.

“A robótica é muito mais do que construir máquinas. Ela ensina trabalho em equipe e impacto social”, resume. Para Felipe, o aprendizado técnico adquirido ao longo da trajetória fará diferença no futuro profissional. “Com certeza vai impactar minha entrada no mercado de trabalho.”

Asaf Emanuel, de 16 anos, ingressou na equipe em agosto de 2025. Desde então, mergulhou em conteúdos de elétrica, programação e uso de ferramentas industriais. “Foi um período de muita aprendizagem. A gente está aplicando tudo o que estudou no Sesi Escola e Senai para chegar forte na competição”, explica.

O mais jovem da equipe, Joab Rodrigues, de 15 anos, é responsável pela programação do robô. Cabe a ele desenvolver os códigos, testar sistemas e garantir que o equipamento funcione com precisão durante as partidas. “Programar exige atenção e paciência e eu gosto muito. Sempre quero aprender mais”, conta.

Joab afirma que a Agrotech o ajudou a amadurecer. “Aprendi a lidar com pressão e a ser mais organizado.” Para o futuro, ele já tem planos: seguir carreira em Sistemas de Informação, Engenharia de Software ou Engenharia da Computação.

Integram ainda aAgrotech os alunos da SeducAlice Teixeira da Costa, Mariana de Campos Oliveira, Lucas Henrike Alves Reis, Rubem Samuel Inocencio dos Santos, Guilherme Chaves Vidor, Guilherme Santos de Oliveira, Michaela Gonçalves Assis, Vanicleia Lima de Souza, Isabelle de Almeida Felisberto, Hernani de Oliveira Ramos e Lucas Queiroz Ribeiro.

Entre engrenagens, códigos e estratégias, os jovens mostram que a robótica educacional vai muito além das arenas. Ela forma profissionais, desenvolve lideranças e fortalece valores como cooperação, inovação e responsabilidade social, pilares essenciais para a indústria do futuro.

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A participação das equipes no Festival é resultado de
um trabalho contínuo desenvolvido pelo Sesi e Senai


Instituições de referência

Sesi e Senai enviam oito equipes para representar Mato Grosso no Festival Nacional de Robótica

A participação das equipes no Festival é resultado de um trabalho contínuo desenvolvido pelo Sesi e Senai. As instituições atuam com a robótica integrada ao currículo escolar, utilizando a metodologia como ferramenta pedagógica para estimular raciocínio lógico, investigação científica, criatividade e habilidades socioemocionais do ensino fundamental, médio ao técnico. O objetivo é formação com foco nas demandas do mercado, que exige cada vez mais conceitos de automação, engenharia e programação na perspectiva da indústria 4.0.

Os times integram uma comitiva de oito equipes de robótica do Sesi-MT e do Senai-MT que vão participar entre esta quinta-feira e domingo (05 e 08.03 )do Festival Nacional Sesi de Robótica, no Pavilhão da Bienal, localizado no bairro Ibirapuera, em São Paulo.

As equipes competem nas modalidades FLL, First Tech Challenge (FTC), FRC e Steam Racing. Ao todo, 82 alunos integram a comitiva mato-grossense. Na disputa, os robôs entram na arena. Mas quem realmente se projeta para o futuro são esses jovens talentos do estado.

Texto: Fernanda Nazário

Projeto Construction
Alunos farão 200 horas de aulas teóricas e práticas
com retroescavadeira cedida pela John Deere

Mato Grosso enfrenta falta de mão de obra qualificada em diversos setores, em especial na indústria da construção. Foi pensando em contribuir para solucionar esse problema que nasceu o Projeto Construction, uma parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai MT), Sindicato da Indústria da Construção Pesada de Mato Grosso (Sincop MT) e a John Deere.

O objetivo é formar cerca de 600 operadores para a construção pesada até 2028. Os cursos têm duração de 176 horas a 220h, com aulas teóricas, simulações e aulas práticas.

A primeira turma de operadores de retroescavadeiras começou nesta segunda-feira (02.03), na unidade do Senai do Distrito Industrial. Além das aulas teóricas, os alunos terão aulas práticas no campo de manobras do Senai, que possui cerca de 2,8 mil metros quadrados.

O presidente do Sincop MT, Alexandre Schutze, explica que o estado vive um momento de muitos investimentos em infraestrutura, porém, muitas empresas precisam buscar profissionais em outros estados. O objetivo do Projeto Construction é sanar este problema.

Ele destaca ainda a parceria pioneira com a John Deere, que cedeu maquinários novos para a aprendizagem dos alunos. Os instrutores do projeto, inclusive, participaram de treinamento de cerca de duas semanas na fábrica da multinacional, em Indaiatuba (SP), em fevereiro.

“Para nós, esse projeto é de suma importância, já que vai preparar operadores para trabalhar em nossas empresas. Temos uma carência enorme de operadores, tanto que várias empresas estão buscando em outros estados. Esse projeto vai ajudar muito para resolver essa situação”, explica Schutze.

A gerente do Senai MT da regional Sul, Roberta Rodrigues, pontua que o Projeto Construction faz parte de um movimento estratégico das indústrias mato-grossenses. A escassez de mão de obra qualificada, especialmente nas obras de infraestrutura, é um desafio concreto, lembra ela.

“O Senai MT está alinhado com as demandas reais do mercado, com formação prática, tecnologia embarcada e foco em empregabilidade. Estamos conectando sindicato, indústria e educação para formar profissionais com as competências necessárias. E, para os alunos significa uma oportunidade real de inserção e crescimento profissional”, destaca.

Projeto Construtcion
Projeto Construction vai formar 600 operadores até 2028

Novas turmas

Ainda segundo Roberta, novas turmas estão sendo estruturadas e devem ser abertas nos próximos meses, conforme demanda do setor. Além de retroescavadeira, também há cursos para operar pá carregadeira, motoniveladora, retroescavadeira hidráulica e rolo compactador. As formações são 100% gratuitas.

Mais informações sobre o curso podem ser obtidas pelo telefone 65 3611-9527. Os requisitos mínimos são: ter mais de 18 anos, possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) B e ter o Ensino Médio concluído. Não é necessário ter experiência em operação de máquinas para participar.

Texto: Felipe Leonel

Avaliadores
Avaliadores do SAEP 2026 passam por treinamento nas
unidades do Senai de VG e Lucas do Rio Verde

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Mato Grosso (Senai MT) realiza, nas unidades de Lucas do Rio Verde e Várzea Grande, workshops para preparar os avaliadores para aplicação das provas do Sistema de Avaliação da Educação Profissional e Tecnológica (SAEP) de 2026.

Na unidade de Várzea Grande, a ação contempla os cursos de Segurança do Trabalho, Automação Industrial e Mecânica. No Senai de Lucas, o workshop envolve os cursos de Logística, Eletrotécnica e Eletromecânica.

“A iniciativa tem como objetivo preparar os avaliadores para a aplicação das provas práticas, assegurando o alinhamento aos critérios, instrumentos e padrões de desempenho estabelecidos, bem como às diretrizes institucionais”, avalia Paullyanne Araújo, gerente de Educação Profissional e Superior do Senai MT.

Ainda segundo ela, paralelamente, estão sendo desenvolvidas ações voltadas à preparação de aulas de revisão com as turmas em suas respectivas unidades, com foco no fortalecimento das competências técnicas e na consolidação dos conhecimentos necessários para a realização das avaliações.

Além de consolidar o ‘start’ das ações avaliativas do SAEP, os workshops reforçam a disseminação da cultura do processo avaliativo contínuo, promove o alinhamento pedagógico e padronização de procedimentos da avaliação da Metodologia Senai de Educação Profissional (MSEP), independente da avaliação externa do SAEP.

Avaliadores SAEP
Avalidores do curso de Eletrotécnica passam por
treinamento para o SAEP 2026

O SAEP é aplicado anualmente em todo o país pelo Senai e mede o Indicador de Desempenho da Avaliação Profissional (IDAP). Em 2025, o Senai MT obteve a nota 8,1, concretizando um feito histórico na educação profissional, fruto da dedicação das equipes pedagógicas, instrutores, gestores e da confiança da indústria.

O processo combina provas individuais aplicadas aos alunos, que envolvem testes teóricos e práticos, com pesquisas que medem a satisfação das empresas em relação à formação dos trabalhadores contratados.

Texto: Felipe Leonel

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Inspirada no agronegócio, a Agrotech aposta no robô
​​​​​SAFRA V

Quatro equipes de Mato Grosso desembarcam, nesta semana, em São Paulo para disputar a categoria FIRST® Robotics Competition (FRC) no Festival Nacional Sesi de Robótica, com robôs de porte industrial e provas que exigem precisão, raciocínio rápido e trabalho em equipe.

Os times são formados por estudantes da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e do Serviço Social da Indústria (Sesi MT), que cursam o Novo Ensino Médio integrado à formação técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai MT). Na prática, eles vivem a Indústria 4.0 antes mesmo de chegar ao mercado de trabalho.

Cerca de 50 jovens embarcam nessa jornada tecnológica, que acontece de quinta-feira a domingo (5 a 8.03), com disputas por prêmios nacionais e vagas para competições internacionais, incluindo o FIRST Championship, o mundial de robótica realizado em Houston (EUA).

Representam Mato Grosso nessa arena de alta performance as equipes Agrotech (Várzea Grande), Mutum-X (Nova Mutum), Forest Guardians (Alta Floresta) e Pantanalbots (Cáceres). Juntas, as equipes vão competir na categoria mais avançada do universo robotiquers, a FRC. Nesta modalidade os times projetam robôs que podem atingir até 1,5 metro de altura e pesar entre 50 quilos e 56 quilos.

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Diretamente de Cáceres, a Pantanalbots leva para a
arena nacional a força de quem aprende fazendo

O jogo da temporada 2026 da FRC se chama REBUILT™ – patrocinado pela Haas. O nome já antecipa o conceito central do desafio: “Rebuilt” significa reconstruído, e a temática gira em torno de reconstrução, reativação, recuperação de sistemas e trabalho estratégico em ciclos contínuos. Dentro desse cenário, as equipes interagem com estruturas e elementos específicos da arena, como o HUB, a TOWER, o FUEL (itens de pontuação), além de áreas técnicas como o BUMP, a TRENCH e demais zonas delimitadas na Seção 5 (Arena de Jogo, que orientam a dinâmica e a estratégia das partidas).

Agrotech

Inspirada no agronegócio, a Agrotech aposta no robô SAFRA V para colher novos resultados. Após conquistar o terceiro lugar em 2025, a equipe chega com mais maturidade técnica e foco estratégico.

“Estamos indo com ainda mais animação e dedicação. Evoluímos muito como equipe e como desenvolvedores. Essa será uma ótima competição”, afirma Ruben, 17 anos, estudante da Escola Militar Tiradentes de Várzea Grande. Além de alunos da Seduc, integram ainda o time estudantes do Sesi Escola.

Tecnologia que nasce no coração do Pantanal

Diretamente de Cáceres, a “Princesinha do Pantanal”, a Pantanalbots leva para a arena nacional a força de quem aprende fazendo. Os integrantes são alunos da Escola Estadual Militar Tiradentes Professor Natalino Ferreira Mendes e também cursam formação técnica no Senai.

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De Alta Floresta, o time Forest Guardians une inovação
e consciência ambiental

Entre ajustes finais e testes estratégicos, a equipe equilibrou ansiedade e confiança.

“Foram dias de muito aprendizado. Dá aquele frio na barriga, mas é emocionante ver o nosso robô funcionando e saber que todo o esforço valeu a pena. Queremos ir para Houston e mostrar que todos podem ir além”, destaca Alessandro.

Inovação e consciência ambiental

A 812 quilômetros da capital mato-grossense, a Forest Guardians carrega no nome e na essência o compromisso com a sustentabilidade. De Alta Floresta, o time une inovação e consciência ambiental, mostrando que tecnologia e preservação podem caminhar juntas.

“Nossa equipe está confiante e preparada. Sabemos que a disputa será acirrada, mas estamos prontos para aprender, evoluir e representar bem nossa escola e nosso estado”, afirma Eduarda Edmelo Rosário, 17 anos.

Para os Guardiões da Floresta, cada partida é também uma oportunidade de demonstrar que a nova geração da indústria pensa grande e pensa verde.

Mutum-X: histórico internacional

Com experiência internacional no currículo, a Mutum-X chega ao Festival Nacional com mentalidade de alta performance. Em 2025, ainda como rookie (estreante), a equipe conquistou vaga para o mundial após se destacar em etapa regional e garantir classificação pelo critério “Regional Pool”.

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Em 2025, ainda como rookie (estreante), a equipe
Mutum-Xconquistou vaga para o mundial

Agora, o objetivo é repetir e superar o feito. “O desenvolvimento do robô foi cheio de desafios técnicos, mas cada problema nos fez evoluir. Hoje temos um projeto mais robusto, competitivo e estratégico. Queremos buscar novamente a vaga para o mundial, mas também aproveitar cada segundo dessa experiência”, afirma Ketlen Pereira da Silva, 17 anos.

Instituições de referência

 

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Os times integram uma comitiva de oito equipes de
robótica do Sesi-MT e do Senai-MTque vão participar
do Festival Nacional Sesi de Robótica

Sesi e Senai enviam oito equipes para representar Mato Grosso no Festival Nacional de Robótica

A participação das equipes no festival é resultado de um trabalho contínuo desenvolvido pelo Sesi e Senai. As instituições atuam com a robótica integrada ao currículo escolar, utilizando a metodologia como ferramenta pedagógica para estimular raciocínio lógico, investigação científica, criatividade e habilidades socioemocionais do ensino fundamental, médio ao técnico. O objetivo é formação com foco nas demandas do mercado, que exige cada vez mais conceitos de automação, engenharia e programação na perspectiva da indústria 4.0.

Os times integram uma comitiva de oito equipes de robótica do Sesi-MT e do Senai-MT que vão participar do Festival Nacional Sesi de Robótica, no Pavilhão da Bienal, localizado no bairro Ibirapuera, em São Paulo.

As equipes competem nas modalidades FLL, First Tech Challenge (FTC), FIRST Robotics Competition (FRC) e Steam Racing. Ao todo, 82 alunos integram a comitiva mato-grossense, que se junta a mais de 2 mil estudantes de todo o país.

Texto: Fernanda Nazário

 

Programa executado pelo Senai visa melhorar produtividade de micro e pequenas indústrias
Foto: Banco de Imagens

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Mato Grosso (Senai MT) e o Serviço Social da Indústria (Sesi) realizam, na próxima terça-feira (03.03), uma reunião em Água Boa para apresentar o programa Brasil Mais Produtivo (B+P) para empresários da região. O evento será realizado na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) às 19 horas.

O B+P é um programa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), executado pelo Senai, e visa aumentar a produtividade, com redução de custos e desperdícios, utilização de técnicas práticas de engenharia e a metodologia Lean Factory (manufatura enxuta).

O gerente regional do Senai em Água Boa, Vivaldo Matos, explica que o programa é exclusivo para micro e pequenas indústrias, desde que tenham até cinco funcionários registrados, e é 100% gratuito. A expectativa é que cerca de 30 empresários participem da programação.

“A gente sabe que a pequena empresa é muito carente de tecnologia, mão de obra e inovação. Neste projeto, disponibilizamos consultores a custo zero, que farão um diagnóstico para levantar as necessidades desses empresários e apontar soluções”, explica Vivaldo Matos.

Ainda segundo Vivaldo, o Sesi vai ofertar aos empresários serviços relacionados à segurança e saúde dos trabalhadores, com explicações sobre normas regulamentadoras (NRs). O objetivo é promover um ambiente de trabalho saudável, reduzir o número de acidentes e despesas médicas, assim como melhorar a produtividade com a adoção dessas medidas.

Também será apresentado o Sebraetec, um programa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para modernizar processos, reduzir custos, digitalizar negócios e aumentar as vendas e a produção.

Já o gerente do Instituto Senai de Tecnologia, Robson Geriminiano, explica que as vagas para o programa B+P foram ampliadas neste ano, quando estão previstas 250 vagas. No primeiro ano, em 2024, foram 174 vagas, enquanto em 2025, 175 micro e pequenos empresários participaram.

Geriminiano reforça que para fazer a adesão, a indústria precisa estar enquadrada como micro ou pequena empresa e ter ao menos cinco funcionários registrados.

“Tendo isso, pode aderir ao programa sem nenhum custo, a empresa apenas tem que disponibilizar seu tempo para acompanhar nossos profissionais e ajudar no desenvolvimento e execução dessas melhorias”, concluiu.

O presidente da CDL Água Boa, Ailton Porfírio, proprietário da empresa Rainha das Bicicletas, também convidou os empresários para participarem do encontro e apresentou o depoimento de um empresário do município que foi beneficiado pelo programa.

Ruyter Andrade Silva, proprietário da RMS Torneadora, empresa de mecânica agrícola, solda e fresa, destacou melhorias em sua empresa após a adesão ao B+P.

“Eu fiz na minha empresa e me ajudou muito. Eles fazem um diagnóstico para aumentar a produtividade. A tomada de decisão é em conjunto com o gestor, para diminuir custos e aumentar a produção. Eles têm a técnica para identificar onde pode melhorar. É excelente”, contou.

Texto: Felipe Leonel

Missão Alemanha

Uma comitiva do Centro Universitário UniSenai e da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) participa de uma missão técnica em Trier, na Alemanha, para aprender mais sobre o modelo educacional Dual, que funciona no país europeu e integra a universidade e a experiência prática nas empresas.

Missão Alemanha

Participam da missão a pró-reitora acadêmica do UniSenai, Ana Cristina Caldart, o diretor-acadêmico, José Carlos Perecin e o diretor conselheiro fiscal da Fiemt, Adilson Valera Ruiz. A missão é articulada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com o governo alemão e ocorre entre os dias 21 e 28 de fevereiro.

A agenda integra o Projeto de Cooperação Técnica com a Câmara de Indústria e Comércio de Trier e busca compreender como o modelo Dual é aplicado na Alemanha. A missão é considerada um movimento estratégico que reafirma o compromisso institucional com a excelência na educação profissional.

“A missão tem como foco fortalecer as conexões internacionais, conhecendo de perto o modelo alemão, que integra a formação teórica com a prática na indústria, além de ampliar o diálogo com as instituições que são referência na articulação entre educação e o setor produtivo”, enfatiza Ana Cristina Caldart.

Ainda segundo a pró-reitora, a participação conjunta da academia e da indústria reforça a importância dessa aproximação para a atualização de metodologias, o aprimoramento das práticas e a construção de novas oportunidades de cooperação acadêmica e tecnológica.

Texto: Felipe Leonel

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Times do Sesi Escola Cuiabá competem na modalidade
FLL, com robôs de LEGO

O Serviço Social da Indústria (Sesi-MT), a Secretaria de Estado de Educação (Seduc MT) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT) de Mato Grosso enviam oito equipes para participar do Festival Nacional Sesi de Robótica, que ocorre entre os dias 05 e 08 de março, no Pavilhão da Bienal, localizado no bairro Ibirapuera, em São Paulo.

Além de experiência educacional, os times entram na disputa de olho nas vagas internacionais das modalidades First LEGO League Challenge (FLL), First Tech Challenge (FTC), FIRST Robotics Competition (FRC) e Steam Racing. Dentro de cada categoria, os players são desafiados a criarem robôs de Lego, de porte semi-industrial, industrial, além de carro miniatura de Fórmula 1.

Da criação às disputas, seja na mesa, pista ou arena os estudantes é quem são os protagonistas. Eles participam de todas as etapas sendo responsáveis por criar as identidades para os times, desenvolver habilidades de trabalho em equipe e pensamento crítico, criar projetos sociais, de inovação e grito de garra. Iniciativas que preparam os jovens para o futuro no mercado de trabalho.

Ao todo, 82 alunos integram a comitiva mato-grossense, que se junta a mais de 2 mil estudantes de todo o país. Além da experiência educacional, as equipes disputam vagas para competições internacionais, entre elas o FIRST Championship, realizado em Houston, nos Estados Unidos, nos dias 29 e 30 de abril e 01 e 02 de maio.

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Neste ano, o Senai-MT envia quatro equipes compostas
por alunos da Seduc e do Sesi para disputarem na
categoria FRC

Conheça os times

Na categoria FLL, participam do Festival os times Young Creators e Young Inventors, do Sesi Escola Várzea Grande. As equipes conquistaram as vagas após bom desempenho no Festival Regional de Robótica realizado pelo Sesi MT em novembro de 2025, em Cuiabá. Nesta categoria, os estudantes constroem robôs de Lego, além de desenvolver projetos de pesquisa e inovação.

Compete na modalidade FTC a única equipe do estado, a Dumonters, do Sesi Escola VG. O time desenvolve e programa robôs de porte semi-industrial, com até 45 centímetros e 19 quilos, exigindo integração entre mecânica, eletrônica e programação.

A galera da Tucaré, do Sesi Escola Cuiabá, promete muita adrenalina na categoria Stem Racing (antiga F1 in Schools). Eles desenvolvem carros miniatura de Fórmula 1, aplicando conceitos de engenharia, aerodinâmica, marketing e gestão de projeto.

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As equipes de FTC e FRC disputam nas arenas do Festival

Neste ano, o Senai-MT envia quatro equipes compostas por alunos da rede pública estadual de ensino e do Sesi para disputarem na categoria FRC. São as equipes: Agrotech (Várzea Grande), Mutum-X (Nova Mutum), Forest Guardians (Alta Floresta) e Pantanalbots (Cáceres). Em 2025, o time Mutum-X garantiu uma vaga para o mundial de robótica e, ao lado das demais equipes, busca uma passagem para Houston.

A FRC é considerada a categoria mais avançada do universo robotiquers. Nesta modalidade as equipes projetam robôs de porte industrial, que podem atingir até 1,5 metro de altura e pesar entre 50 quilos e 56 quilos, preparados para disputas em arena.

Instituições de referência

A participação das equipes do Sesi e Senai no festival é resultado de um trabalho contínuo desenvolvido pelas instituições no estado. Elas atuam com a robótica integrada ao currículo escolar, utilizando a metodologia como ferramenta pedagógica para estimular raciocínio lógico, investigação científica, criatividade e habilidades socioemocionais do ensino fundamental, médio ao técnico. O objetivo é formação com foco nas demandas do mercado, que exige cada vez mais conceitos de automação, engenharia e programação na perspectiva da indústria 4.0.

Texto: Fernanda Nazário

Sistema FIEMT / SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
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