Mato Grosso tem três projetos entre os 30 selecionados para etapa nacional do Inova Senai - Senai MT - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Mato Grosso tem três projetos entre os 30 selecionados para etapa nacional do Inova Senai

13/10/2026 - 11h29
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O projeto "HydraSmart", desenvolvido por
alunos do Senai Cáceres, monitora áreas
suscetíveis a alagamentos

Mato Grosso terá três projetos entre as 30 soluções selecionadas para o “Demo Day” presencial da etapa nacional do Inova Senai, que será realizado nos dias 11 e 12 de novembro, no UniSenai MT, em Cuiabá. As iniciativas “Biolac”, do Senai Barra do Bugres; “GeoMin”, do Senai Aripuanã; e “HydraSmart”, do Senai Cáceres, estão entre os projetos escolhidos após as etapas nacionais de avaliação e representam o estado na fase final da competição.

Os projetos mato-grossenses foram selecionados entre 199 soluções indicadas pelos Departamentos Regionais do Senai de todo o país. Depois da primeira avaliação, 50 projetos avançaram para a segunda fase, dos quais 30 chegam à etapa presencial. A classificação considera o desenvolvimento, a proposta de valor, o modelo de negócio e a capacidade de apresentação das soluções.

Para a diretora regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Mato Grosso (Senai MT), Fernanda Campos, a qualidade dos selecionados evidencia o trabalho desenvolvido nas unidades para aproximar a formação profissional de problemas concretos da sociedade e da indústria.

“Chegar à etapa nacional com três projetos entre os 30 selecionados é um resultado que mostra o desempenho positivo das soluções desenvolvidas pelos nossos estudantes e docentes. São projetos que partem de desafios reais e buscam respostas aplicáveis, e ter Mato Grosso representado em diferentes áreas reforça a capacidade do nosso estado de produzir inovação a partir da educação profissional”, afirma.

O projeto “Biolac – Produção de Etanol a partir do Soro do Leite”, desenvolvido no Senai

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A equipe de Barra do Bugres vai apresentar a fórmula de
biocombustível do etanol produzido através do soro do
leite

Barra do Bugres, propõe transformar o soro de leite (resíduo gerado pela cadeia de laticínios e que pode causar impactos ambientais quando descartado de forma inadequada) em bioetanol, por meio de processos de fermentação alcoólica e destilação. A proposta aplica princípios de economia circular ao buscar uma nova utilização para um resíduo da indústria de alimentos.

A equipe é formada pelos estudantes: Emily Campos, Fernanda Silva, Heloísa Souza e Heloisy do Valle, sob orientação dos instrutores Gabriel Gomes e José Xavier.

Do Senai Aripuanã, o “GeoMin” trabalha com o reaproveitamento de rejeitos minerais. A equipe desenvolveu tijolos ecológicos de solo-cimento utilizando rejeito de flotação da mineração, com processo de cura a frio. Além de dar uma nova aplicação ao material, a solução dispensa a etapa de queima utilizada na produção de materiais cerâmicos convencionais, reduzindo impactos associados ao processo.

A equipe é formada pelos estudantes: Amanda Zuconelli, Ana Almeida, Ana Graebin, Ana Spanhol e Bruna Santos, sob orientação das instrutoras Suellen Ferreira e Thayná Lima.

Já o “HydraSmart – Sistema Preditivo de Monitoramento de Enchentes Urbanas”, do Senai Cáceres, busca apoiar o monitoramento de áreas suscetíveis a alagamentos. A solução reúne sensores de nível da água, Internet das Coisas, microcontroladores e uma plataforma digital para coleta e análise de dados. A proposta é construir uma base histórica que permita, futuramente, utilizar inteligência artificial para identificar tendências e gerar informações capazes de apoiar ações preventivas.

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Os alunos do Senai Aripuanã desenvolveram tijolos
ecológicos por meio de reaproveitamento de rejeitos
naturais

A equipe é formada pelos estudantes: Luiz Oliveira, Natan Guaassi, Nicolas Duarte e Pedro Araújo, sob orientação da instrutora Gabriele do Espírito Santo.

Segundo a gerente executiva de Ensino Profissional e Superior do Senai MT, Jocely Nogueira, a participação na etapa nacional é também resultado de um processo de aprendizagem que estimula os estudantes a desenvolverem soluções a partir de desafios concretos.

“Quando o estudante participa de um projeto como esses, ele precisa ir além do conhecimento técnico: é necessário compreender um problema, pesquisar, testar possibilidades, trabalhar em equipe e pensar em como aquela solução pode chegar ao mercado ou gerar impacto. O Inova Senai cria justamente esse ambiente de aprendizagem, em que o conhecimento é colocado em prática e pode se transformar em uma solução para uma necessidade real”, explica.

A programação nacional também prevê atividades de conexão com a indústria, palestras e premiação. A realização da etapa final em Cuiabá coloca o estado no centro da mobilização nacional do Senai em torno de educação, inovação, tecnologia e valorização da indústria.

Texto: Emerson William

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