Escolas e estudantes adaptam estudos à rotina de quarentena

11/05/2020 - 16h10

Isabel dos Santos Carvalho, 16 anos, sempre manteve uma agenda de estudos muito rígida. Com planejamento e disciplina, a jovem, que está no 2º ano do curso de eletrotécnica integrado com o Ensino Médio, no Sesi Senai Várzea Grande, acorda cedo todos os dias para cumprir seu cronograma de estudos e atividades.

Com as medidas de prevenção à covid-19 e as aulas presenciais suspensas, foi preciso adaptar a rotina, aproveitando vídeo aulas e plataformas de ensino disponibilizadas pela escola e se reorganizar para manter a frequência de estudos e não perder o ritmo. “Estudo durante a manhã em companhia dos professores, via internet, e no período da tarde realizo atividades extras, como revisar a matéria que foi discutida, faço alguma tarefa que foi proposta ou até mesmo uma prova que foi dada em concursos”.

A estudante diz não sentir prejuízo no ensino aprendizado. “Estamos aprendendo todos os conteúdos, assim como seria nas aulas presenciais. Os professores têm se dedicado muito para deixar tudo mais claro possível e também nos deixar mais seguros para o nosso futuro”.

Assim como Isabel, mais de 1.700 estudantes do Sesi MT precisaram se adequar à nova realidade e à proposta “homeschooling” , que envolve um conjunto de ferramentas e plataforma disponíveis aos alunos para a continuação do programa de estudo.

“A nova metodologia empregada permite aos estudantes a orientação completa de suas aulas e estudo. Por meio da tecnologia, eles contam com suporte em vídeo aulas, em todas as disciplinas, chats com professores, questionários online, vídeo chamadas, ferramentas para redação e muitos”, informa a coordenadora Regional de Educação Básica do Sesi MT, Cíntia Silva, destacando que caso tenham dúvidas quanto ao uso e acesso às plataformas, a escola disponibiliza ainda um guia completo.

Inovação

A professora, da área de Ciências Humanas, Daiane Batista afirma que o momento é bastante delicado, pois, envolve uma mudança de hábitos e metodologia educacional. “Exige inovação e adaptação, diante das ferramentas educacionais disponíveis para este novo modelo de aulas”, aponta a educadora que atua no Sesi Escola Cuiabá há sete meses.

As aulas ao vivo ocorrem diariamente, seguindo o mesmo horário das presenciais. Professores e a equipe pedagógica buscam manter a qualidade das aulas, utilizando plataformas como Teams do Office 365, Forms, SharePOint, Stream, entre outras. “Também é feito a gravação de aulas no estúdio do Sesi, servindo como suporte as aulas online. Desta forma, os estudantes conseguem manter a rotina de estudo”.

Para criar um dinamismo, são cobrados exercícios, pesquisas e apresentação oral, que podem ser de grupo ou individual. Para estudantes que não possuem acesso à internet ou mesmo aos aparelhos tecnológicos, o material impresso pode ser retirado na unidade escolar. O aluno tem ainda a opção de acessar a plataforma em outras oportunidades, pois as aulas são gravadas e ficam à disposição.

Adaptação

Por se tratar de um novo modelo de aulas e atividades, a adaptação dos estudantes foi aprimorada ao passar dos dias. Inicialmente, muitos possuíam dificuldades com acesso à plataforma utilizada nas aulas, mas com o passar dos dias, foram se acostumando.

De acordo com a equipe pedagógica, um dos pontos positivos é a rigorosidade de horário, que sendo está mantida. Esta característica contribui para a adaptação dos estudantes, mantendo a mesma rotina de estudo, que consequentemente auxilia ao seu bom desempenho e comportamento nas atividades online.

“A sociedade, neste momento, tem a oportunidade de desenvolver novas técnicas e maneiras de trabalhar, reconhecendo as ferramentas já disponíveis para educação”, lembra Cintia Silva.

Para a professora Daiana, ao findar este período de isolamento, todos terão grandes histórias para compartilhar. “Cada dificuldade superada se tornará aprendizado. Voltaremos mais fortes, mais unidos e com a certeza de que a educação consegue contornar os desafios e torná-los oportunidades”.

O mais importante e perceptível, de acordo com as educadoras, é que com esta vivencia cotidiana dos estudantes com as ferramentas tecnológicas, tende-se a corroborar com o seu desenvolvimento diante da autonomia e protagonismo. Esta prática contribui para a sua capacitação profissional e seu futuro ingresso ao mercado de trabalho.

Para aluna Isabel, a escola tem deixado os estudantes seguros. “Fico muito feliz e tenho certeza que superarei todas minhas dificuldades junto aos meus professores. E que em breve estaremos olhando para o passado e vendo o quanto podemos nos reinventar, e melhor! Todos juntos”, declara.

Aprovação dos pais

Rebeca Godoy Silva, mãe do aluno Cauê, 15 anos, do 1° ano, há um esforço conjunto para a continuidade das atividades e desenvolvimento dos estudantes.

Segundo ela, que também é professora, no início houve certa resistência da família e falta de interesse do filho. Após muita conversa e análise da situação, o modelo de estudos mudou.  “A partir daí, ele passou a cumprir os horários  e as atividades  solicitadas e pelo menos uma aula por semana  eu assisto com ele”, comemora.

A mãe dedicada aponta que estão tentando manter um ritmo de vida mais próximo do que considera saudável. Além da rotina de estudos, a família está mudando hábitos alimentares e incluindo exercícios físicos na agenda diária, tudo para reduzir a ansiedade e promover mais qualidade de vida.

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